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PSOL, PSB e João Goulart Filho anunciam apoio a Fernando Haddad no segundo turno

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira que o partido estará com Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Nas redes sociais, ele disse ter formalizado o apoio durante encontro com o petista e apelou para que as pessoas não se deixem desanimar em defesa dos “direitos e sonhos”.

“Quando eu nasci, o Brasil estava sob a ditadura e eu vou lutar com todas as minhas forças para que minhas filhas não cresçam em outra”, afirmou Boulous, lembrando que o período militar foi “sombrio” e “não de lutas”.

Boulos afirmou que, mesmo sem sair vitorioso no primeiro turno, foi um esforço positivo. “Agradecemos a todos que depositaram seus sonhos nas urnas votando 50. Agora, estaremos nas ruas para derrotar o fascismo e eleger quem representa a democracia no segundo turno: Fernando Haddad.”

Nas redes sociais, o PSOL faz campanha contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. O slogan utilizado é: “No 2º turno o PSOL defende o voto em Haddad e Manuela [d’Ávila, vice na chapa do PT]”.

PSB

Em reunião, o diretório nacional do partido decidiu apoiar Haddad, condicionando ao compromisso, por parte da candidatura petista, da formação de uma frente ampla democrática. “Não estamos apoiando o candidato do Partido dos Trabalhadores, estamos apoiando o candidato que vai enfrentar, que vai conduzir e liderar uma frente democrática tentando chegar à Presidência da República”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Com a polarização da disputa eleitoral, Siqueira defende que a frente agregue diferentes forças do campo democrático para formar uma ampla aliança de união nacional . “Defendo que o candidato Haddad procure todas as forças democráticas do nosso país, todos os democratas, todos os nacionalistas, todos os homens e mulheres de bem que amam a liberdade e que querem a preservação da liberdade em nosso país”, pontua.

João Goulart Filho

O candidato à Presidência que ficou em último lugar no primeiro turno das eleições, João Goulart Filho (PPL), declarou também apoio a Haddad (PT). Segundo ele, apesar de diferir em “muitos pontos” do programa do PT, o “risco de uma nova ditatura” de um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) é maior.

O apoio ao candidato petista foi divulgado pela assessoria de imprensa de Goulart Filho, mas o partido ainda não divulgou um posicionamento oficial. João Goulart Filho disse que cresceu no exílio durante a ditadura militar e que, por esse motivo, tem a obrigação de repudiar regimes ditatoriais.

“Sabemos como as ditaduras começam, nunca sabemos quando terminam. Estamos prontos para caminhar juntos. Por isso, apesar de nossas diferenças, eu voto em Haddad para derrotar Bolsonaro”, escreveu o candidato. Ele propõe o voto em Haddad afirmando se posicionar “contra a ditatura, a opressão e o ódio às minorias”, afirmou.